Quis o destino que este que vos escreve se encontrasse desperto a horas de poder acompanhar excertos de um qualquer programa da manhã transmitido em directo via televisão para os milhares de idosos que, na companhia destes, encontram novas razões para saborear a vida, fazem o exercício matinal em conjunto com Jorge Gabriel, choram com as situações chocantes e emocionantes por lá debatidas e escrutinadas e cantam em playback com os artistas que, à sua semelhança, também eles "cantam" em sincronia labial com a música de cd como fundo, sincronia essa, nalguns casos, de fraca, fraca qualidade interpretativa. E, foi numa entrevista a um dos artistas convidados, logo após um desses gloriosos e entusiasmantes momentos de elevada qualidade musical, que a seguinte conversa teve lugar:
"Sim, estive em África enquanto criança, andava sempre descalço e quando vim para Portugal estranhei muito. Lá andávamos sempre descalços, a liberdade era outra." Fim de frase, sorriso, aplausos...
Sim, eu próprio, quando vejo alguma reportagem onde filmem uma criança da Gâmbia, Congo ou Somália, a primeiríssima coisa que me vem à cabeça é "Que criança tão feliz, anda descalça e tem tanta liberdade...as moscas é que devem incomodar um bocado..."
Há gente que devia ser pregada a um bloco de madeira lascada com 20 daqueles espigões das tendas de circo para ver a família a ser regada em álcool e incendiada uma a uma depois de abusadas sexualmente pelo top10 dos predadores sexuais do Paraguai.
Parece giro o suficiente para figurar aqui neste espaço... Vamos ver se a imagem foi inserida de maneira correcta de modo a mudar de dia automaticamente. O fofinho aqui é que, se tudo estiver como deve, basta olhar para a pessoa que nos encara directamente para sabermos que dia é...ou então olhar para o canto inferior direito do monitor, ou para o telemóvel....
Portugal aparentemente passou ao lado do "terrível" vírus da gripe A (H1N1), ou gripe suína, ou gripe mexicana, tentando o MS insistentemente internar casos de gripes comuns de modo a espalhar o terror por terras lusas e fazer Portugal figurar à força no top 10. O que é particularmente engraçado neste vírus é que se caracteriza por um pout-pourri de estirpes de ADN, contendo a recente (e popular) aviária, em conjunto com meia dose de suína e um travozinho de humana, num chavascaldesoxirribonucleico directamente saído de um mau filme de terror. Lá fora, o governo Egípcio, talvez aproveitando a oportunidade para voltar aos bons velhos tempos dos sacrifícios aos deuses, ordenou que se executassem todas as cabeças de gado suíno do País, cerca de 300 mil. É de extrema importância que em Portugal seja implementada esta ríspida mas necessária medida imediatamente. Imaginem, num futuro próximo, o despoletar de uma "Gripe dos políticos"...
Voltando à nossa triste realidade, até ao momento cerca de 65 pessoas foram de encontro ao criador, derivado do contágio "suíno", uma prova que até os vírus estão a ficar preguiçosos com a passagem do tempo. No longínquo ano de 1918, uma versão mais primitiva deste vírus (Gripe Espanhola) foi responsável pela exterminação de cerca de 40 milhões de pessoas. Isso é que é um vírus à homem! Aparecem agora estes mariquinhas e só o que conseguem é ter protagonismo nos media, onde estão os resultados???
Enfim, como tenho andado atacado da garganta, com tosse irritante e a expelir secreções que oscilam entre o verde claro e o amarelo escuro, saí-me com um "Desde que vim do México a semana passada que ando com estes espirros e tosse estranhos, mas já viste este bronze?" na fila para o almoço no bar do hospital. Foi giro ver a fila reduzir consideravelmente.
Ainda não me tinha dedicado a descortinar um pouco sobre a chegada deste marco do erotismo/pornografia à nossa praça. Temos então ao nosso dispor a famosa revista Playboy, versão Portuguesa. A primeira edição da revista em terreno luso contou com a participação da cantora (?) Mónica Sofia, edição essa que, pesquisando um pouco aqui na net, foi severamente criticada por, parafraseando, "não mostrar aquilo que todos bem sabemos o quê" ou "não mostrar aquilo que queremos mesmo ver", abismei-me quando finalmente percebi que o que estes senhores queriam ver era o órgão reprodutor da dita menina. Eu por mim sempre pensei que queriam ver o cheque com o valor que pagam em Portugal às JetSevens para se mostrarem como Deus Nosso Senhor do Botox as fez, só para ter uma ideia. Mónica Sofia levou 30000€ por uma sessão fotográfica que vai contra toda a corrente playboistica, ou seja, ausência de nú frontal. Compreendo agora a revolta dos senhores que "não viram o que ela devia ter mostrado"...pessoalmente, se me é permitido, revolta-me e irrita-me muito mais estas vaquinhas virem ganhar 30000€ por mostrarem o mesmo que mostram numa passagem de modelos (onde há, na maior parte das vezes, um topless) com a desculpa de se estar por trás de uma marca internacional de renome ligada à indústria erótica/pornográfica. 30000€!!!!! 30000€ por serem repescadas quase do anonimato, quem é que ainda se lembrava da Mónica Sofia? O que é que esta senhora fez para lhe ser oferecido esta exorbitância de dinheiro só para mostrar os mamilos? Cantou? A Simara também cantava e já ninguém ouve falar dela há muito tempo, vamos por esse caminho?
A 2ª edição já aí anda também. Desta vez coube a Claudia Jacques o spotlight e os milhares de euros. Ok, tem 44 anos e apresenta-se com esta figura. Haja muita saúdinha...
O meu dom para a adivinhação diz-me que muito em breve vamos ter uma Ana Malhoa e talvez até uma Maya aqui por estes lados...
De vez a vez recebo um daqueles e-mails a puxar ao sentimento, com lições de vida reais, que, numa análise mais profunda, servem para nos inspirar e incentivar enquanto seres humanos, confrontados com as dificuldades diárias que nos propulsionam para crescermos pessoal e profissionalmente.
E, coincidente com essa mesma vez a vez, apetece-me entrar no automóvel e atropelar pessoas aleatórias que se encontrem nos passeios, esperando que, dos restos de sangue, tripas e dejectos que o para-brisas vai limpando com alguma dificuldade (porque aquilo parece que é assim meio pastoso quando misturado), algo seja pertencente ao "DE:" que se pode ler no e-mail que me foi enviado...
Deixem de ser lamechas! Estou-me a cagar que um gatinho que sobreviveu a um tornado se tenha tornado o melhor amigo de 3 cães que também passaram pelo mesmo e agora vivam numa vivenda de deboche inter-espécies com piscina e vista para o mar e fumem charutos à luz das velas.
A minha caixa de e-mail não é a TVI, com as suas notícias inspiradoras para que as pessoas pensem sempre que há alguém numa situação económico-social pior. Coitadinho do menino que só tem um braço e só vê do olho esquerdo e tem a seu cargo uma plantação de tremoços nas montanhas das planícies Alentejanas, os Pais foram comidos por uma Courgette gigante, modificada geneticamente, que, não aguentando a culpa de deixar o pobre menino orfão, a cuidar da avó que tem um câncro nos lábios vaginais e já só ouve de um lado, não se sabe bem qual, tirou a sua própria vida e fez-se salada para toda a aldeia...
Ok, isto pode ter um exagerozinho...mas, se tirarmos a parte de não se saber de que lado a avó é surda, esta notícia tem todo o potencial para abrir o jornal da noite...e porquê? Porque as pessoas precisam destas notícias. "Vês amori, aquele menino está pior que nós. Quando acabares de lavar essa fralda descartavel vem para dentro jantar que os ratos que apanhámos no quarto estão quase prontos".
E é assim que o País chegou ao que está, uma acomodação. As pessoas estão enterradas em merda até ao pescoço mas se lhes despejarem um camião tir cheio de dejectos fresquinhos para cima são bem capazes de esboçar um sorriso e agradecer.
Até onde vai chegar sem rebentar...não sei. Pode ser que não falte muito. Enquanto o sector político não tiver medo de quem devia ter não vai mudar. Mais não se podia esperar dum País que se orgulha de fazer uma revolução em que as armas eram flores e não houve mortos que servissem como exemplo para o futuro...
Ao que tudo indica Madrid começa a tornar-se a pouco e pouco um destino de eleição turística deste que vos escreve. Desta vez, a visita à capital Espanhola foi curta mas intensa, com dois concertos em outros tantos dias. Pergunta o ignorante leitor que me visita neste espaço lúdico-didático, "ó José, deslocaste-te propositadamente a Madrid para ver dois concertos?" ao qual replico "não foi isso que escrevi mesmo agora ó mentecapto sem qualquer tipo de utilização num contexto de vida real???" e o leitor, intimidado e magoado com tal arrogância, sai de mansinho e jura para si próprio que nunca mais visitará esta nódoa do mundo dos blogues. E a alegria transborda de meus poros, por me ter livrado de tal incompetência. Ficam então as pessoas que, do alto da sua mediana capacidade mental, descortinaram algo como "Sim senhores, este José é um rapaz que, para além de extremamente atraente, prolifera de iniciativas pessoais, indo acompanhar as bandas que aprecia, fora do País, evitando assim as confusões festivaleiras que se tornaram os concertos em Portugal, onde uma banda raramente vem para dar O seu concerto e é "enfiada" num cartaz com mais 5 ou 6 nomes, tendo 40 minutos (nos melhores casos) para actuar. Perde-se, se não forem uns Metallica, a interacção com o público que permite estabelecer uma relação de contacto directo, sem palcos gigantes onde os artistas são formigas à distância, sem seguranças hormono-dependentes, sem os 10 metros que separam o fim das "grades de seguranças" do palco...este José é um ser humano impecável." E eu concordo e agradeço.
Ficam os nomes das estrelas de dia 19 e 20 últimos, respectivamente: Cult of Luna e The Haunted. O que dizer dos concertos? Fantásticos (e penso ser a primeira vez que uso esta palavra neste blog, uma vez tratar-se de uma palavra muito, muito abichanada). Cult of Luna confesso que era um ignorante na matéria, conhecendo apenas os temas que habitam no myspace da banda. Depressa me converti e fui forçado a render-me à brutalidade de som que estes senhores debitam. Ficaram logo 30€ numa peça de merchandising e a certeza de um acompanhamento mais próximo do trabalho de estúdio. Neste momento é o que roda no leitor do bólide. The Haunted, é difícil de explicar o que se passou. Talvez a melhor analogia que posso empregar neste caso será o exemplo do menino que acorda cedo na manhã de Natal e ainda ensonado, calça as pantufas do pluto e desce as escadas enquanto esfrega os olhos, sendo que, do nevoeiro inicial, após correcta focagem, maravilha-se com uma árvore recheada de presentes das mais diferentes formas e cores, iniciando de seguida o processo de abertura dos mesmos, sempre com aquele ar e sorriso estúpido de felicidade, os olhos a brilhar (sem necessitar de fumar nada) e aquele puto está, verdadeira e genuinamente, contente. Era assim que me sentia, um autêntico puto, diante de uma das bandas favoritas, que ainda não tinha tido oportunidade de degustar ao vivo, tornando aquele momento exponencialmente mais especial. Fim de palco, eu. Sem seguranças, sem grades, os artistas à distância de um esticar de braços. A energia, a vivacidade, o poder. Tinha saudades de um concerto assim.
Ponto importante a reter: salas de espectáculo Espanholas. Seria bom pegar no exemplo dos nossos manos ibéricos. Salas onde num dia podemos encontrar uma mega rave-drum-ferrinhos-techno-psico-bum e no dia seguinte temos um concerto de Metal-screamo-trasho-agriculto-core. E não é ao bom estilo tuga do desenrasca, "mete-se aqui umas colunas a apontar para cima que isto com a ressonância vai lá". Os Espanhóis sabem o que fazem e a sala Live é uma prova disso: à primeira vista um típico bar-discoteca, transformado (como deve ser) para receber concertos. Salas com condições para isto não há em Portugal, e em 2008 fecharam alguns clubes pequenos-médios onde ainda se realizavam alguns eventos, sempre a muito esforço. Os Espanhóis possuem condições brutais para realizar um pouco de tudo, desde que bem gerido. Não é exclusivo de A ou exclusivo de B, e, tal como em Portugal, têm público para A e B. Infelizmente em Portugal assistimos muitas vezes ao "aqui só A", "aqui só B", sendo comum o "aqui só merda", no que diz respeito a condições.
Bem, concertos à parte, falo agora sobre a estadia, que, impreterivelmente, teve lugar num Hostel. Ficar hospedado num hostel é como praticar o coito com 4 prostitutas de leste com doenças desconhecidas e aguardar ansiosamente pelo resultado das análises sanguíneas, ou seja, é sempre uma surpresa. Uma surpresa, no que diz respeito aos companheiros de camarata, neste caso. E, antes de mais, devo fazer uma pequena adenda: A minha educação teve uma base cinematográfica que me ensinou que, em situações de viagens, com amigos, para outros Países, com especial destaque para as estadias em Hostels, onde a mistura de géneros é um pré-requisito, existe 96% de probabilidade de pelo menos 3 das nossas companheiras de quarto serem super modelos ninfomaníacas com um especial interesse na vossa pessoa, e por vossa pessoa refiro-me, obviamente, ao membro reprodutor masculino que, no meu caso, leva a alegria e felicidade ao povo feminino. Fui educado assim. Pergunto, porque me enganaram? Porque vivi eu numa mentira até tomar contacto com a dura e penosa realidade? Porquê Hollywood? Porquê?? Porque motivo tive de dividir uma camarata com uma Alemã possuidora de astronómicas semelhanças físicas com a Miss Piggy depois de uma ida à fábrica de chocolate? Para além destas invejáveis medidas (estou ainda traumatizado e revoltado com o mundo de Hollywood, a rapariga não tem culpa mas, em prol da minha sanidade, sinto-me necessitado a descarregar em algo), a Piguita penetrava-nos com um olhar psicopata intimidante, com o seu cabelo loiro, sujo, e fala arrastada. Durante duas noites o meu descanso nocturno foi condicionado por duas possíveis realidades: a) abusado sexualmente durante o sono e acordar numa poça de sémen, fezes e sangue; b) ser sacrificado durante o sono, para um qualquer Deus da fertilidade que exige um desmembramento do apêndice do amor. Descansava, a custo, ponderando qual a melhor opção...
Durante o dia o animal lia uns livros e tentava traduzir frases de alemão para espanhol. Obviamente que espreitei para o caderno que ficou à vista de todos (dentro da mala, fechado no cacifo) quando a coisa se ausentou e pude ler em espanhol, por entre rabiscos "donde puedo comprar cuchillos grandes?"; "a mi me gusta ir al bosque a la noche", entre outras frases perturbadoras. O monstro era de tal modo doentio que fez questão de entrar, com gosto, na casa de banho minúscula imediatamente após a descarga de um pastel de merda do meu colega de viagem, pastel esse detentor de um cheiro que levou à bênção da sanita e azulejos circundantes três vezes, com a suspeita dos mesmos terem ficado possuídos pelo demónio do cocó. Aquando um novo uso da casa de banho pela criatura, aproveitámos a oportunidade e corremos dali para fora, só parando de correr após ultrapassar o perímetro delineado previamente no qual o seu faro seria incapaz de nos detectar. Ainda hoje apenas consigo dormir em posição fetal, ao canto da cama, encostado à parede, lembrando aquele olhar lascivo...
Este texto é mais virado para o público masculino que acompanha este blog. E com isto refiro-me em 80% a mim próprio, naqueles dias em que tenho muito sono e venho à redeinterna e, sendo o egocentrismo uma característica que tão bem me define, vou ler os meus próprios textos. Assim, falo directamente com a minha pessoa futura: José, com a tua experiência de visualização de filmes porno-gráficos, certamente já reparaste nos cenários dos mesmos (naquela altura em que estão a filmar a cara e/ou o corpo do actor, altura essa em que tens de olhar para o que rodeia o mesmo, evitando o contacto directo com pêlo, músculo ou até mesmo apêndice fecundador, porque estares a tocar-te enquanto é um senhor que ocupa a tela é um grande indicador de rabichice. Quantos não terão começado desse modo..."jenna, jenna, jeeeeennnaaaaa..." e no momento do clímax, grande plano de nacho vidal...será o suficiente. Preocupante, no mínimo). E, após análises detalhadas de alguns cenários, pergunto: Quem é que escolhe as casas para fazerem estes filmes? E ainda mais importante...quem é que permite que se façam estes filmes nas suas casas? Ele é Sofás, lcds e plamas à bruta, decoração avant-gard-pós-moderna muito acima de qualquer ikea, aquários gigantes, tudo muito high life. Quem é que faculta um sítio, consideravelmente bem decorado nalguns casos, sabendo de antemão o chavascal que lá irá ser protagonizado, com fluídos comparaveis a um novo dilúvio divino (pesquisar Squirtting)? E o pós? Será que limpam? Será que deixam ressequir, e mais tarde exibir aos amigos machos como se de um troféu se tratasse? Poderá algum dia existir a dúvida feminina: "Mor, este sofá tem um cheiro esquisito..."?
O ex-jogador de futebol cá da praça, Roberto Luís Gaspar de Deus Severo, também conhecido por Beto no mundo dos mentecaptos do esférico, afirmou em entrevista à Caras (sim, cultivo-me nas diversas vertentes socio-politico-economico-culturais Portuguesas):
"Gostava de ser um pai normal para os meus filhos", que, a julgar pelas fotos da ex-mulher, será uma forma mais politicamente correcta de dizer "Gostava de continuar a foder a mãe dos meus filhos"...
Depois de ver o filme pós-titanic de Winslet e Di Caprio, algumas coisas se podem concluir. Entre elas está a constatação histórica que as relações sexuais naquele tempo duravam em média cerca de 5 segundos após a penetração inicial. Rídiculo, não? Em cerca de 50 anos conseguimos facilmente triplicar esse tempo. E naqueles dias em que me sinto um verdadeiro adónis, predador sexual, leão da savana fodenga, gladiador da arena sexual, atinjo, com a maior das facilidades gabo-me, o tempo mágico de 33 segundos. Oh yeah...
A senhora da direita é uma pornstar espanhola de seu nome Celia Blanco, que, aparentemente, sendo o assunto debatido no programa Crónicas Marcianas (tivemos cá o velhinho noites marcianas, apresentado por Carlos Cruz, que já na altura gostava de tocar nos meninos..por dentro. Programa que nos trouxe o inesquecível Bondage e as suas entrevistas que até à actualidade ainda não possuem rival) o beijo técnico lésbico, escolheu um elemento do público e exemplificou da melhor maneira que pôde. E foi desta maneira que me apaixonei por uma Espanhola (e não falo da pornstar, com essa já possuo uma relação...diferente).
...das duas uma: a) ou a lista era mesma falsa e pronto; b) chegou ao conhecimento da academia que a lista andava por aí a circular e ocorreram modificações de última hora.
Seja como for, hoje tenho planeado ver o The Reader para perceber como é que Kate Winslet "roubou" o bichinho a Meryl Streep e por muito boa actriz que Penelope Cruz seja, Marisa Tomei mais que merecia o bicho por actriz secundária (e não é só por fazer de stripper...se bem que ajude com alguns pontinhos...aqueles 44 anos fazem inveja a muita menina de 20's e a mim fazem-me mal, muito mal..). De resto, Slumdog Millionaire foi o grande vencedor da noite, (com 8 bichinhos doirados), cabendo a Curious case of benjamin button o óscar de "derrotado" da noite.
A grande estrela da noite foi sem dúvida Hugh Jackman, o Wolverine, um dos "heróis" mais kick-your-fucking-ass do cinema actual. Muitas vozes se levantaram contra a apresentação da cerimónia pelo mesmo, afirmando que a apresentação dos Tonys( qualquer coisa como os óscares do teatro/broadway) não seria suficiente para estar preparado para substituir nomes como John Stewart ou Billy Crystal à frente DA festa do cinema. O que é certo é que o homem bailou e cantou como se não houvesse amanhã e 5 minutos daquilo foram superiores a qualquer coisa que o La Feria apresentou ao público Português desde que decidiu brincar com vestidos e bonecas em tenra idade.
Ficam dois videos, um dos Tonys de 2004 e outro da cerimónia de dia 22. Aproveitaram bem o menino.
Já agora:
Melhor Filme: «Quem quer ser Bilionário?»
Melhor Realizador: Danny Boyle - «Quem quer ser Bilionário?»
Melhor Actor: Sean Penn - «Milk»
Melhor actriz: Kate Winslet - «O leitor»
Melhor actor secundário: Heath Ledger - «O cavaleiro das trevas»
Melhor actriz secundária: Penélope Cruz - «Vicky Cristina Barcelona»
Melhor argumento original: Dustin Lance Black - «Milk»
Melhor argumento adaptado: Simon Beaufoy - «Quem quer ser Bilionário?»
Melhor filme de língua estrangeira: «Departures« - Yojiro Takita (Japão)
Melhor filme de animação: «Wall-E» - Andrew Stanton
Melhor documentário: «Homem no arame» - James Marsh
Melhor documentário em curta-metragem: «Smile Pinki» - Megan Mylan
Melhor curta-metragem: «Spielzeugland (Toyland)» - Jochen Alexander Freydank
Melhor curta-metragem de animação: «Maison en petits cubes» - Kunio Katô
Melhor direcção artística: Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo - «O estranho caso de Benjamin Button»
Melhor fotografia: «Quem quer ser Bilionário?»
Melhor montagem: «Quem quer ser Bilionário?»
Melhor caracterização: Greg Cannom - «O estranho caso de Benjamin Button»
Melhor guarda-roupa: Michael O’Connor - «A duquesa»
Melhor banda sonora original: A.R.Rahman - «Quem quer ser Bilionário?»
Melhor canção: «Jai Ho» (A.R. Rahman/Sampooran Singh Gulzar) - «Quem quer ser Bilionário?»
Melhor mistura de som: «Quem quer ser Bilionário?»
Melhores efeitos sonoros: «O cavaleiro das trevas»
Melhores efeitos especiais: «O estranho caso de Benjamin Button»
Anda a circular uma lista pelas internets que diz respeito aos vencedores da 81ª edição dos óscares da academia...muito ao género "sacar o filme antes de estrear nas salas", aqui fica a lista, resta comparar mais logo afim de assegurar a veracidade da mesma.
Como o youtube agora se desleixou e tem uns vídeos mais cheinhos que outros, aqui a gerência do tasco decidiu fazer um lifting ao piqueno, que já não aguentava a pedalada destas novas tecnologias (sim porque o youtube só apareceu em 2005 e este menino em 2004 já sabia o que custava sobreviver no mundo competitivo em que habitamos). Consequentemente, e esta é a parte gira, todos os comentários que existiam até agora neste blog foram (não muito) magicamente extintos. É um pouco de história que se perde, mas nova virá no seu seguimento. Isto até a gerência declarar falência e pedir subsídios a tudo e mais alguma coisa, diz que está na moda...
PS: só para dar um toque mais pseudo-intelectual, daqueles que anda sempre de livro debaixo da axila e usa boina género francês-chiq, adicionou-se ali uma caixinha que presenteia o visitante com imagens aleatórias do mestre salvador dali. À vossa consideração.
Esta é daquelas que promove que o amor anda aí à espera..quase que soltei uma lágrima de emoção. Pressentindo que tal situação estaria para acontecer, corri para a cozinha onde peguei na colher mais larga e apressei-me a enfiá-la pelo esfíncter anal, libertando assim uma salgada lágrima, desta feita de prazer...
Como está aí a chegar o valentim, aqui fica retratada uma realidade que por vezes incita a levar as conversas entre casais para umas escadas altas e íngremes ou inscrever a respectiva numa qualquer arte marcial violenta.
Li no Correio da Manhã (where else) que um dos responsáveis pela defesa de Carlos Cruz, o advogado Sá Fernandes, aproveitando os ataques dos media ao seu "protegé", declarou que, a par de Carlinhos, também Jesus Cristo foi condenado na opinião pública. O que Sá Fernandes parece ter negligenciado é que a frase "venham a mim as crianças" foi proferida com diferentes entoações e significados por cada um dos intervenientes...
Quanto a pregar-lhe ferrinhos nas mãos e pés, recorrer a coroa de espinhos e deixá-lo sangrar, talvez espetando uma ou outra lança pelo abdómen para acelarar o processo, parece-me um castigo mais que justo.
Sempre gostei do Venom, por isso não fiquei magoado por o Joker apenas surgir em 3º lugar. O que me deixou mesmo preocupado foi o aparecimento da Catwoman ali em 6º...poderá o passado estar finalmente a apanhar-me e o meu futuro pelo mundo do crime passar pelas roupas justas de cabedal preto, que usava aos fins de semana e feriados para cantar os Hits dos Village People na boite da Tia Miquelina?
Anda a circular pelos mails deste nosso País (que prima pela honestidade e profissionalismo das suas gentes), um texto que informa acerca da roubalheira que a fnac tem, ao longo dos anos, adquirido o pretenso estatuto para perpetrar ao ignorante e miserável cliente, que, levando com quantidades industriais de uma mistela de merda, pús e sangue do período de uma prostituta sidosa e com furúnculos viscosos e pejados de pus fresquinho nos grandes lábios, ainda é capaz de esboçar um sorriso de pura alegria downiana quando lê o autocolante que informa "preço verde", como se as ressonantes e melodiosas trombetas celestiais se tratasse.
Confesso que vou à fnac constantemente. Gosto de andar por aqueles corredores. Gosto de andar por lá e a minha mente entrar num estado zen semelhante a uma velha alcoviteira de Cabeços de Baixo "ahahahah, olha para o preço desta merda, estes gajos são doentes!", "Ai jesus, este vai pagar tanto por isto?", "ladrões,ladrões,ladrões,ladrões!", "olha as mamas daquela gaja!!!", etc. Mas(!), raras são as vezes em que, efectivamente, tiro o cartão da carteira para introduzir na ranhura e deixo lá parte das minhas poupanças. Tudo o que seja tecnologias e afins (que, no fundo é mais de 80% da base de vendas da fnac) nunca, reforço, nunca deve ser comprado na fnac! Ir lá e ver os aparelhos, sim senhor. Pedir aos irritantes e nada disponíveis empregados de loja (que tentam falar comigo como se tivesse 10 anos, até os mandar engolir um garfo e ameaçar queimar-lhes a família inteira enquanto ele observa com os pés agrafados) para experimentar, tudo bem. Agora comprar? Não senhor! Tudo mal! Se a internet existe, porque não a usam estas pessoas? Há mais vida para além de pornografia infantil e receitas do Goucha quando ainda tinha bigode. Existem dezenas de sites que têm como única e exclusiva função comparar os preços de várias lojas online. Basta pesquisar "comparador de preços" no google e é vê-los a aparecer. Esta merda é muito simples e até um morador de qualquer bairro social nas periferias, com 23 anos no bucho e no 8º ano de escolaridade consegue compreender. Se começarem a aperceber-se que as pessoas vão comprar a outro lado, mais barato, mais cedo ou mais tarde são forçados a baixar os preços.
Queria só escrever acerca da mais recente aquisição mas deixei-me levar e lá veio o meu mau feitio ao de cima.
Aqui fica então, com o respectivo montante:
Colecção O PADRINHO - Blu-Ray - FNAC: preço verde: 74.95€ (na loja) Colecção O PADRINHO - Blu-Ray - DVDGO: 56.71 (já com portes de envio)
Relaxem as fãs, sosseguem vossos espíritos atormentados pela hipótese de José estar finalmente fora do mercado amoroso e ver agora estes dias chuvosos com um brilho especial nos olhos. Cancelem as milícias assassinas em busca daquela que poderá ter finalmente arrebatado o meu incondicional e potente Amor. O sentimento que me invade é nutrido por um instrumento musical com o qual já me tinha cruzado em Junho, mais concretamente em Amesterdão. Nessa altura fiquei fascinado com aquele músico de rua que fazia os mais extraordinários e ressonantes sons no que, aparentemente, seria um qualquer tipo de utensílio culinário "kitado". O nome da dita peça passou-me ao lado e o assunto morreu por aí. Felizmente, Deus nosso senhor criou o youtube, onde tive novo contacto com o dito instrumento, desta vez ficando a saber o nome do mesmo: Hang Drum.
Este Dante Bucci é apenas um que brinca com o Hang e consegue produzir estas melodias.
Como sou um rapaz curioso por natureza, fui investigar um pouco mais sobre este "ovni musical". Aqui fica, sucintamente, a história do bicho:
É um instrumento recente, do ano 2000, criado por Felix Rohner e Sabina Schärer, responsáveis pela PANArt, empresa dedicada à percussão em geral, com sede na Suíça. Foi desenvolvido após anos de pesquisas e estudos acerca de instrumentos de ressonância construídos com aço. Entre os instrumentos que influenciaram a sua criação, destaca-se o SteelPan, originário do Trinidad e Tobago ( com origem em 1883 e com constantes evoluções até aos tempos modernos, tendo chegado à Europa apenas em 1951), que os senhores ali em cima fabricaram durante 20 anos:
Voltando ao Hang, a última versão consiste de dois hemisférios de aço, sendo o hemisfério de cima chamado de DING e o de baixo GU. É no DING que, efectivamente, se toca. Com o quê? Mãos, apenas. E, claro, muita imaginação e prazer de fazer música.
O Hang é produzido, exclusivamente, pelo casal acima citado, o que, aliado à enorme procura nos últimos tempos, faz com que o preço actual ronde os 1400€ por unidade. E pensar que a primeira versão era vendida por preços que oscilavam entre os 200 e 300€...no longínquo ano de 2003...
Ainda há pouco tempo falei de algumas das séries que acompanharam a minha infância e que me marcaram de tal maneira que ainda hoje são tópico de conversas nostálgicas. Séries com personagens de carne e osso...E a bonecada? Quantas horas eram perdidas a ver desenhos animados, leite de chocolate numa mão e sandes de fiambre noutra? Quantas brincadeiras eram tidas tendo como base as personagens que povoavam esse mundo animado? Séries como Thundercats, He-Man, Transformers, Tartarugas Ninja, Oliver & Benji, Cavaleiros do Zodíaco, Dartacão, Inspector Gadget, Gummi bears, Denver o dinossauro trapalhão, Jetsons, Popeye, Captain Planet, , Ursinhos Carinhosos (ultra-gay), Pequeno Ponei (Ver parênteses atrás), Duck Tales, Os Flinstones, Mighty Mouse, Dragon Ball, Simpsons, os Smurfs (estrunfes soa a doença), Tom e Jerry, entre muitos outros, acompanharam mais que uma geração de petizes sedentos de cores e luzes. Algumas destas séries dos antigamentes experienciaram a transposição para o grande ecrã, em formato de filme, com pessoas de carne e osso. Tartarugas Ninja e o caso recente de Transformers são alguns exemplos disso, e a estrear dentro em breve aparece Dragon Ball, filme que merecerá um carinho especial neste blog, apesar de cheirar a uma mistura de fezes com sangue à distância. Mas, não me querendo alargar em devaneios, este post destina-se a falar de uma suposta nova adaptação da série He-Man! Quem no alto dos seus 25-30 anos pode dizer que desconhece a frase "I have the power"? Certamente alguém que apenas via O meu pequeno pónei e os ursinhos carinhosos, e provavelmente agora mete pilinhas à boca como se fossem smarties de amendoim...
O que pouca gente sabe é que He-Man já teve uma adaptação cinematográfica. Corria o longínquo ano de 1987, quando Garry Goddard, no papel de director, apresenta Dolph Lundgreen no papel do príncipe de Eternia. Não vi, para grande pena minha, o dito filme, mas, só através do trailer posso rematar um "Foda-seeeee, que é mau". Reparem no rip-off da banda sonora a star wars:
ui....
Há uns dias dei com a informação que está planeado este novo He-Man, desta vez a cargo de Joel Silver (produtor de, entre muitos outros: The Matrix, Arma Mortífera, V for vendetta e o recente RocknRolla). Aparentemente a componente visual será na mesma onda de 300 e será uma batalha épica (mais uma) do bem contra o mal, que, no fundo, é o que se pretende num filme destes. Sempre com brutidades de sangue e tripas à mistura. No youtube anda isto, só para adocicar um bocado a vista:
Barack Hussein Obama II, nascido em Honolulu a 4 de Agosto de 1961, fez finalmente a tomada de posse como o primeiro afro-americano a chegar ao cargo de Presidente dos Estados Unidos da América, país berço do Ku Klux Klan (KKK), conhecido pela sua ideologia de supremacia branca e perseguição/tortura/morte à raça negra (chegando a ter 6.000.000 de membros (!!!) nos mil novecentos e vintes a quarentas)...eis chegada a mudança. Em pouco mais de 60 anos, um afro-americano assume o cargo de homem mais poderoso do País (Mundo? e o Ronaldo??) e o Povo Americano, branco e preto, saiu à rua para festejar. E precisam de festejar, mesmo que seja momentaneamente. O peso sobre este homem é astronómico. Todos esperam milagres. Os que votaram e os que se opuseram. Aguardam a esperada solução, e por isso comemoram, comemoram um futuro mais risonho, melhores condições de vida, melhores salários, um serviço de saúde global e gratuito, o fim das guerras sem sentido que roubam os filhos à terra, comemoram o facto dos Estados Unidos da América deixarem de ser vistos como o País labrego e mentecapto que admite que George Bush assuma dois mandatos consecutivos.
Cerca de 4 milhões de pessoas deslocaram-se propositadamente ao local do pódio, chegando algumas a ficar a 2 km do local, isto tudo com temperaturas negativas a adocicar a festa..só para estar lá, para viver aquela esperança renascida de que tudo vai correr melhor, que o salvador chegou. Mas felizmente o salvador não é parolo. Barack Obama coloca a responsabilidade da mudança, da saída do buraco, até agora sem fundo, no próprio povo Americano, reforçando o ênfase dado à expressão que o acompanhou durante toda a campanha: "Yes we can". No país do fast food, do exponencial sedentarismo e da consequente gigantesca percentagem de obesidade (dados giros que se encontram na net: Em 2007, havia apenas um estado (Colorado) em que a prevalência de obesos era inferior a 20%. Trinta estados tinham uma prevalência superior a 25%. Três destes estados (Alabama, Mississippi e Tennessee) tinham uma prevalência de obesos igual ou maior a 30%!), terá Obama "tomates" para aguentar o barco? Passada a euforia inicial, passada a ressaca da festa, irá o povo Americano verdadeiramente arregaçar as mangas e lançar as mãos ao trabalho? E se sim, será durador? Estamos cá para ver, enquanto isso Socrates distribui mais uns Magalhães...
Cristiano Ronaldo rebentou com um carro de 350 mil euros que lhe durou a quantidade astronómica de 19 dias nas unhas. Em 12 dias consegue lucrar o suficiente para adquirir outro. Alguém a receber o salário mínimo demoraria 778 meses para o mesmo efeito...
E, não resvalando a hipocrisia tão característica desta altura, limito-me a desejar alguns dias de 2009 satisfatórios, na medida do possível. Ignorar esta última frase no caso de se tratar de algum político ou membro da direcção de um banco português (privatizado ou não), nesse caso, desejo neste ano que a sua casa pegue fogo com os seus familiares lá dentro, depois de violados individualmente por arrumadores de leste seropositivos.
Posto isto, e deixando de parte a alegria de chegar a um novo ano, ficam dois videos que habitam na rede youtube. Quem não se lembra do clássico anúncio da budweiser em que a frase "wassup? era repetida e mais tarde popularizada num dos filmes da série "scary movie"? Foi realizado um novo anúncio, desta feita não pela budweiser, juntando o mesmo elenco e abordando a vida dos intervenientes, 8 anos passados (visto o clip original datar de 2000). Apreciem o original e a nova versão, bem como a mensagem final deste último.
Serve o presente documento para declarar oficialmente abertas as inscrições para "o primeiro beijo àséria de 2009". O concurso tem por objectivo mínimo, como o próprio nome indica, seleccionar um elemento do sexo feminino para, num qualquer dia próximo do inicio do ano de 2009, partilhar o dom do beijo possuído pelo gerente deste espaço.
Às candidatas é exigido:
1 - Curriculum Vitae, incluindo relações actuais, passadas e perspectivas de uma relação futura; 2 - Duas fotografias (tipo passe e corpo inteiro, com ou sem amigas); 3 - Um pequeno texto (1000 palavras) acerca da actual situação do Darfur e da influência no preço do carvalho francês; 4 - Referências do grupo de pares (1 homem, 1 mulher, 1 vizinho/a), de modo a auferir o grau de comportamento em situações sociais; 5 - Cópia do Boletim de Vacinas actualizado; 6 - Último recibo de vencimento (no caso de já se encontrar no mercado de trabalho); 7 - Uma receita original, que, contendo cogumelos, natas e um bife, não seja bifinhos com cogumelos; 8 - Aspecto físico acima do não-vomitável; 9 - Tetinha que, de modo aceitável e sem grandes descaimentos, encha a mão e conforte o espírito; 10 - Dentes cuidados, livre de chumbo e/ou cárie; 11 - Um gosto bizarro por sexo bruto, chegando a gerar sangue em mais que uma ocasião;
Os documentos que constituem a proposta e que constam deste programa de concurso devem ser encerrados em invólucro opaco e fechado, no rosto do qual deve ser escrita a palavra “Proposta”, indicando-se o nome ou a denominação social do concorrente ou, se for o caso, dos membros do agrupamento concorrente e a designação do concurso. O invólucro referido no número anterior poderá ser enviado: a) por correio com aviso de recepção; b) por correio electrónico; c) deixando um comentário ali em baixo, devendo, em qualquer caso, a recepção ocorrer dentro do prazo fixado para a apresentação das propostas (30/12/08)
O júri será composto por um grupo selecto de avaliadores, nomeadamente a direcção do blog estranhavida, em conjunto com algumas das personagens fictícias mais relevantes da vida do gerente. Este júri avaliará as propostas, regendo-se por uma tabela de classificação elaborada com escrutínio ao longo dos anos e baseada em variados encontros sexuais, reais e cinematográficos. À candidata será atribuída uma classificação. A candidata com maior classificação será a vencedora do concurso.
Se's: 1- Se a candidata for um monstrinho, reserva-se a gerência deste blog o direito de admissão no concurso, bem como a sua exclusão em qualquer parte mais avançada do mesmo; 2 - Se a candidata estiver na categoria do não vomitável, ganhar o concurso e se por qualquer motivo se arrepender, fica a informação da existência da cláusula na qual se lê "e servirá como escrava sexual esta criatura, assim como publicado em Diário da Republica em 28/12/08"; 3 - Se a candidata estiver numa categoria bem acima do não vomitavel e, derivado de queimaduras graves na face, não estiver "aceitável" para o acto, é-lhe concedido um período de recuperação mínimo de 2 meses e máximo de 23 anos. Caso a deformação seja permanente e nem com muito gloss e base lá vá, ler linha 1 dos se's...; 4 - Se a candidata for menor de idade ( <18>).....se já há relva no campo, já se pode jogar;
(...)"Os portugueses já gastaram 1 547 milhões de euros em compras nos 18 primeiros dias de Dezembro. Contas feitas ao segundo dá 29 operações que correspondem a um gasto de 995 euros"(...) "Nos primeiros 18 dias de Dezembro, os portugueses levantaram ainda 1.388 milhões de euros, mais 13% que em igual período de 2006. Qualquer coisa como 893 euros por segundo. Contas feitas, os gastos nesta época natalícia dispararam. Diariamente foram levantados 77 euros e efectuadas compras no valor de 86 euros, respectivamente, mais cinco e quatro euros. Estes dados contrariam as previsões que este ano os portugueses iriam gastar menos dinheiro com os presentes de Natal. Em termos globais, aumento do valor total das transacções com multibanco (levantamentos e pagamentos directos) foi de 6,3% para 2.935 milhões de euros. Os montantes podem não estar directamente relacionados com as festividades que ocorrem neste período do ano, mas as compras natalícias têm um importante contributo. Somadas todas as operações Multibanco da primeira e segunda semana de Dezembro, conclui-se que em Portugal gastaram-se 1887 euros por segundo."
Atenção que estes dados referem-se apenas até ao dia 18 de Dezembro. Sendo o tuga tão "característico" nesta situação das prendas natalícias, o mais certo é este valor ter duplicado ou triplicado até ao santo dia. É o que há...
Nostalgia... Uma pessoa vê muita coisa, televisivamente falando, ao longo da vida. Quantidades industriais de esterco mal cheiroso eram-nos forçadas diariamente através do vidrinho (não havia cá plasmas ou lcd's) mágico, e uma pessoa via, porque apenas eram disponibilizados 4 canais (mais os espanhóis, mas era tudo dobrado e só tinha piada ver algumas coisas, nomeadamente o dragon ball...quantas vezes disse "ondaaaa vitaaalll...yaaaaa!!!" ao longo da minha infância?). Séries como "Macgyver", "Esquadrão classe A - Soldados da Fortuna" e "O justiceiro", só para referir algumas, fazem agora parte do nosso imaginário que mais estimamos. Parte de nós. Crescemos com elas e na altura tudo aquilo fazia sentido, era real! Existia um carro falante do outro lado do oceano que combatia o mal e chegou a ter um igualzinho a ele que combatia o bem, o senhor Richard Dean Anderson tinha capacidades para, apenas com uma caixa de fósforos, um elástico e uma palhinha cortada ao meio fazer uma moto serra que ia acabar com a fome num pequeno País de África, um grupo de ex-combatentes do Vietname conduzia uma carrinha preta com uma risca vermelha (como as dos ciganos, mas com uma pinta do caralho) e realizavam as missões "impossíveis" que mais ninguém conseguia. Estas séries, transmitidas na TV, sem internet para fazer downloads e sem DVD's especiais com as temporadas completas + extras, eram acompanhadas religiosamente pelo fiel espectador, fã ou ocasional transeunte televisivo. Para os que já tinham VHS, caso não se estivesse em casa à altura da transmissão, era programar-se o video para gravar de X a Y hora, correndo o risco de falhar ou o inicio ou o fim, consoante a pontualidade da estação televisiva. No dia pós-transmissão, tinha-se o hábito de discutir o episódio com os amigos, partilhar opiniões sobre o rumo da história e insultar e/ou elogiar os personagens, consoante a situação (e, para alguns, consoante o video ter comido a fita ou não). A internet deitou por terra esta "mística" aliada à transmissão de uma série. "Dá a que horas?" "Caga, depois saca-se"..
Confesso que sou um fervoroso consumidor de "chupanços" da internet, fazendo downloads de filmes e séries (a maior parte não vejo, para grande pena minha. Demora-se 13 segundos entre fazer a pesquisa e carregar no "download" e ver um filme ronda os 100 minutos) e sou em tudo pró-download ilegal, antes de me chamarem coninhas. Só a oferta que trouxe...e desta vez nem estou a falar do porno! Mas, tenho saudades de poder discutir uma série "em grupo". Normalmente, discuto acerca das séries que vislumbro com uma ou duas pessoas (no máximo) que, ou já viram a série toda antes de mim, ou ainda vão muito atrasadas. Não há aquela partilha de ignorância sobre o que se vai passar a seguir, não há o discutir sobre o "epa, de certeza que vai acontecer isto" ou "cá para mim, aquele filha da puta vai morrer no próximo episódio"...
Isto tudo para quê? Pergunta o fiel leitor já com uma lágrima nostálgica a escorrer pela face esquerda..
Para falar de uma série que, mais que recomendo, obrigo (!) todos os que me visitam a acompanhar, seja sacando ou vendo na tv (não me perguntem se, e onde é transmitida, não faço a mínima ideia). Estou a falar do triunfante regresso de David Duchovny ao pequeno ecrã, depois de longa ausência, pautada com algumas participações esporádicas em séries merdosas.
CALIFORNICATION
Série que terminou a 2ª temporada dia 14 do corrente mês e que se arrisca a figurar no top, lá ao pé de Seinfeld e de X-files. A história é relativamente simples. Um escritor de meia idade com um one hit wonder convertido em filme, a sofrer um bloqueio de escritor (writer's block tem tão mais nível) para o seu próximo livro, separado da ex-companheira, mas com uma filha fruto dessa relação, facto que não permite o total distanciamente do "verdadeiro amor". David Duchovny faz um papel do caralhÃO, superior a qualquer papel que fez até agora (melhor que em ficheiros secretos ó labrego? pergunta o leitor. Sim! replico.), os argumentos são algo fora do normal, sofisticados, sexuais, cómicos, românticos, sarcásticos, dramáticos, sexuais (sei que repeti). Não é uma série que se centra apenas num personagem e caga de alto para os restantes, a todos são atribuídos papeis de destaque, com mais ou menos relevância para a história. Os diálogos são algo de extraordinário, especialmente os de Hank Moody (Duchovny), obviamente. Viciantes, de não conseguir desviar o olhar com receio de perder uns segundos que seja. Hank Moody tem a capacidade de, por mais enterrado na merda que esteja, conseguir arranjar maneira de lhe despejarem um camião cheio de bosta fresquinha de gado mesmo em cima da cabeça. E chamo aqui a atenção, quando digo que os argumentos são sexuais. Não estamos na presença de brejeirices ao nível de anedotas do fernando rocha e de qualquer um que vá ao levanta-te e ri, são argumentos inteligentes, frescos, dinâmicos, como há muito não se via numa série e que provocam aquele vício em ver só mais um episódio. São perto de 30 minutos em que, no meu caso, vivo o Hank Moody que há em mim, com a certeza, porém, que na vida real, todas as gajas boas que conheço não me querem levar para casa para me saltar à espinha. É o único defeito, transportar-me para esse mundo...
...alguém já recebeu ou ofereceu meias desde que se lembra de comemorar o natal? E de onde vem esta, vá lá, tradição, impulsionadora de elevado grau de ódio e vómito pela pessoa ofertante? Procurei um pouco pela net (mas não muito, que pesquisar mais do que 2,5 minutos este assunto, desperdiçando precioso tempo de pornografia online atrapalha-me o dia-a-dia habitual) e o que encontrei foram as informações acerca do acto de pendurar a meia, como receptáculo para as prendinhas que São Nicolau traz aos bem comportados. Quem, na história da humanidade, terá decidido "Bom, este ano é tudo corrido a meias que não estou para me moer com esta merda?"
Porque não na fonte? A mãe do cristo. Vejamos: Primeiro, que presente é que se dá ao salvador? Cheque prenda da fnac está fora de hipótese, uma noite com lapdances pagas no passerelle também não seria, em principio, do agrado do senhor...
Meias!! O rapaz anda pelas colinas da Galileia à noite, a curar leprosos e paralíticos e ,parecendo que não, vai-se sentindo o fresquinho só com as chanatas (sandálias, portanto). É quase com 0.2% de certeza que afirmo que consta da bíblia a seguinte passagem: "E Maria, Mãe de Jesus, cabelo escorrido e gasto, de um tom mel-acastanhado, face pendente, com traços permitindo facilmente identificar uma vida sofrida, limpou o suor que escorria pela face esquerda e proferiu em tom delicodoce: Ó JESUS! Pára lá de andar na água e curar essa gente faxavor e vem pá mesa que o jantar está a arrefecer e o teu pai já me está a chatear a cabeça! E nem penses que entras em casa com esses pés todos cagados de lama. Tens aí as meias que te ofereci nos anos, porque é que nunca as usas, rapaz? E se logo é para ires ver a bola mais vale teres os pés quentinhos que sempre estás mais confortável... "
Só vou oferecer meias quando valer mesmo a pena. A saber:
Falo da existência de uma combinação cromática entre cuecas e meias, obviamente...
Este vai ser curto, para não chatear tanto como os últimos dois que, convenhamos, ultrapassavam a barreira do "a-ler-porque-não-é-muito-extenso". Tenciono apenas abordar dois temas. Pergunto-me que tipo de vida tem uma mulher dos seus 60 e muitos anos que, ao esperar pela sua vez na fila dos correios, partilha e descreve ao mais ínfimo pormenor, em alto e bom som, os últimos momentos de vida do seu (ex) companheiro até embarcar na última viagem, de encontro ao criador. Frases como "vi logo que era estranho porque tava com baba ao canto da boca e não falava", "ainda o tentei chamar porque pensava que tava a brincar mas comecei a achar aquilo muito estranho" culminando com "e depois pronto, foi o último suspiro que lhe ouvi". Agora...e ligar o 112 em vez de estar a querer brincar ao jogo das descodificações? Não seria ligeiramente melhor?
E agora, o que me levou realmente a escrever. Esta parte do texto coaduna-se mais como um workshop para as femininas, e um alerta para os machos. A reter.
Todos, ou a maior parte dos homens, tem algum grau de familiaridade com a frase "Hoje não amor, dói-me a cabeça". Quantos não saíram já de casa, ainda com o capote peniano enfiado e a baloiçar enquanto o membro retorna ao estado flácido, a largas horas da madrugada, para se dirigirem a uma farmácia de serviço para adquirir a clássica aspirina? Para depois chegar a casa e ver que a situação se mantém e mesmo com aspirina não vai lá? E quantos não sabem já que a história da dor de cabeça é facilmente forjada e pode ser utilizada em qualquer altura que pura e simplesmente apeteça mais ver a novela da sic ou os mini malucos do riso? O resultado de longos anos de utilização é agora sinónimo de descrença e futuros problemas conjugais por parte do elemento masculino do casal. Raro é o macho que ainda acredita na mítica frase da dor de cabeça. É dessa noção que parte este estudo. Este estudo teve a participação de 15 homens, com idades compreendidas entre os 18 e 30 anos de idade, actualmente com relações sexuais activas, uns mais que outros. Os resultados por mim obtidos apenas vieram confirmar a minha premissa inicial. Aqui fica então a conclusão do estudo a que dediquei longas horas de análise e interpretação de dados:
"Hoje não amor, estou com diarreia" Esta frase tem tudo para substituir a clássica dor de cabeça. Mantém a parte amorosa que transmite o estar lá como casal, para além de justificar incontornavelmente o porquê de não poder haver penetrações naquele instante. Um macho considerado normal, assusta-se com diarreia, a simples ideia de uma mulher poder largar dejectos líquidos de esguicho assusta e associar essa ideia a uma relação sexual é o suficiente para desligar no cérebro masculino a parte destinada ao sexo e transforma-la em algo como "ok amor, vamos ver um filme, contar histórias um ao outro e rir até de madrugada com as situações engraçadas que já vivenciámos juntos". No caso de se ocorrer a situação em que a frase "diarreia?? Cêm prúblema! escurrega melhor e tudu" o simples facto de privar este personagem de sexo por uma noite deverá ser o menor dos vossos problemas....
Aqui podemos ver o pioneiro, em Portugal, deste tipo de "justificação", aqui aplicado por um membro masculino ao mundo do Futebol. Grande Barroso
Eis-me chegado de mais um filme Português acabadinho de estrear nas salas de cinema, desta vez, espante-se o curioso leitor, falado em...isso mesmo, Português de Portugal (ainda não vi o Arte de Roubar, o tal filme Tuga com título Português e todo ele falado em Inglês Estado-Unidense, Inglês esse que, só pelo curto trailer, reveste-se de uma enorme capacidade de rivalizar com o ocasional turista Japonês de visita ao nosso País. Outra coisa engraçada deste arte de roubar é a óbvia e instantânea comparação com qualquer coisa já previamente idealizada por Guy Ritchie. E atenção, esta apreciação é apenas e só com a visualização do trailer em conta! Ainda espero ver esta pérola um dia), talvez para inovar um pouco o panorama cinematográfico nacional. E de que maneira se pode continuar a inovar? Bem, através da sonoplastia deste filme não será certamente. Aparentemente todos os actores possuem um microfone alojado nas cordas vocais e a voz que emitem é do mais puro e irrealista que pode existir no cinema "profissional", nem tentando disfarçar a total gravação em estúdio. A sincronização com a parte visual pode ser tudo, menos sincronizada. Para além disso, todo o som de background é rídiculo e aparentemente terá sido feito numa cave, com o auxílio de alguns tachos, panelas e utensílios variados da loja do euro e meio. Até porque o filme se passa maioritariamente nos anos 50 e nessa altura não havia grandes coisas a fazer barulhos....e, calhando, a haver mais que a ausência total de ruído de fundo normal numa cena de rua em que ocorre um diálogo, só iria servir para distrair...
Pois bem, Amália, filme-homenagem à deusa do Fado, apresentado como uma biografia ficcionada da artista, custou cerca de três milhões de euros, e conta no elenco com mais de 40 actores e 1.300 figurantes. Vai chegar a 66 salas nacionais e terá distribuição mundial em cerca de 20 países, o que o torna a maior estreia de um filme Português. O realizador é Carlos Coelho da Silva, o mesmo de "O Crime do Padre Amaro", e confesso que até senti falta da Soraia Chaves neste filme, ela que começa a tornar-se um Will Smith cá da praça, ou seja, garantia de €€€, desde que haja mamaçal desnudo e a badalar à bruta. Vamos voltar ao filme que só de falar da Soraiazinha fico logo desorientado e cheio de dores no saco escrotal.
Para uma sinopse do filme visitem o site oficial (www.amaliathemovie.com/pt). Eis então algumas coisas que me causaram desconforto abdomino-pélvico:
Amália é retratada como uma esquizofrénico-ninfomaníaco-psicótica que sofre de alucinações desde tenra idade (não explicam, no entanto, se pode ou não haver ali abuso sexual por parte do avô. O que é certo é que na cena inicial, em pequena, foge a sete pés quando o pai entra para o comboio com a irmã e fica apenas com o sénior. Uma reacção destas hoje em dia levantaria suspeitas, mas isso pode ser de mim que acho engraçado ver duas girafas a praticar o coito enquanto penso nestas coisas).
A nível de trabalho de câmara temos um bom desempenho, quase ao nível dos Malucos do Riso ou, quiçá, do Preço certo em €uros...recorrer ao "andar a filmar à volta da personagem" não é original, apenas revelador de preguiça em usar várias câmaras para planos diferentes. O director parece que ficou congelado em 1990 e há episódios do Ligar para ganhar mais interessantes a nível estético, e não é por estarem lá os decotes das meninas.
Sonoplastia tive de referir logo na introdução deste post, tal não é o cheiro a merda que emana e se entranha á medida que o filme decorre, e duas horas e 7 minutos de merda auditiva custam a digerir.
A participação de Ricardo Carriço é o ponto alto do filme. Interpreta César Seabra, a principal relação amorosa da vida de Amália. Após todos os deslizes amorosos e com um medo crescente da solidão, Amália aceita casar-se, via telefone, com o engenheiro mecânico, a residir no Rio de Janeiro. E porque é este o ponto alto do filme? Pergunta o já irritado com a extensão do texto leitor? Apenas e só pelo dialecto com que Carriço se apresenta, uma mistura de Português primitivo de Cabeços de Baixo com Brasileiro selvagem, ou seja, ficamos mesmo à espera que, a qualquer momento, as próximas palavras a ser emitidas sejam algo como: "vô sácániá beim legáu ná sua bunda" ou um "pegá lévi pô, fódji gôstoso sua búcêta" Sim, é assim tão bom...
Para concluir, tratando-se de um biografia, com distribuição para mais de 20 Países, cujo principal objectivo seria mostrar a vida da fadista, ascensão e "queda", podiam, sinceramente, ter optado por algo melhor, mais ambicioso, mais fiel à artista (a família já veio afirmar que o filme investe repetidamente em ficção em detrimento da realidade) e não uma obra vincadamente ficcionada, muitas vezes sem nexo aparente, sem ligação entre cenas/história, que, sinceramente, deixa uma imagem algo negativa da artista. Isto a mim, que conheço muito pouco da história da mesma e até fui esperançado de "aprender" alguma coisa...real. 127 minutos de filme pode parecer muito, mas 22 fados ao longo do filme ocupam muito tempo...
Em nota de curiosidade, Amália tem um fado intitulado "Estranha forma de vida". Fica o esclarecimento que o mesmo não serviu como inspiração para o título deste blog, apesar da inegavel qualidade do mesmo:
Foi por vontade de Deus que eu vivo nesta ansiedade. Que todos os ais são meus, Que é toda a minha saudade. Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida tem este meu coração: vive de forma perdida; Quem lhe daria o condão? Que estranha forma de vida.
Coração independente, coração que não comando: vive perdido entre a gente, teimosamente sangrando, coração independente.
Eu não te acompanho mais: para, deixa de bater. Se não sabes aonde vais, porque teimas em correr, eu não te acompanho mais.
Antes de explicar ao fiel leitor o porquê de tal título ali em cima, vejo-me na obrigação de partilhar esta pequena situação que por mim foi testemunhada. Aqui vai. Local: Cabeleireiro de homens cá da terrinha (o mais fino, por sinal, que não é qualquer burgesso que me mexe no cabelo). Situação: Encontrando-se o senhor cabeleireiro, homem de seus 30 anos, pai de duas crianças, alegre e bem disposto com a vida, sorriso simpático e bigode farfalhudo, a massajar-me o escalpe (após aplicação de cheiroso e revigorante shampoo), é interpelado por um cliente que lhe mostra um jornal, no qual figura a modelo brasileira Adriana Lima. Confrontado com o aspecto físico da referida senhora, e após alguma introspecção, replicou com a maior das descontracções:
"Nah, essa gaja não tem o mesmo foder que eu"
..e voltou a desbravar-me o cabelo, logo após coçar as partes baixas com a tesoura...
Voltando então ao assunto que me traz aqui, tive hoje uma experiência que quase me fez transportar para o mundo do crime desorganizado. Passo então a descortinar: De passeio por uma das Fnacs deste nosso Portugal, decidi para mim mesmo adquirir a consola da sony, playstation 3. Sim, finalmente! Aproveitando o dia do aderente, que me deduzia 10% do preço "verde" e optando pela opção de pagar em 4x sem juros (cartão fnac) lá me dirigi à caixa o mais rápido que pude antes que mudasse de ideias. E aqui podemos considerar o início do tormento... Depois de informar a senhora que pretendia pagar em 4x é logo disparado um "Sabe o pin do cartão?" e eu "Mau...queres ver que tou fodido com isto?" Sem fazer a mínima ideia do pin a que a senhora se referia introduzi 4 números ao calhas, esperançado que a fada dos cartões aparecesse do nada e fosse bondosa. Nada feito pois claro. Sou encaminhado para a zona do cartão fnac, não antes de a referida senhora desatarraxar aquelas coisas que colocam a envolver alguns aparelhos, que fazem com que o senhor alarme comece aos berros quando alguém se "esquece" de pagar. E foi neste momento que tive daquelas experiências extra-corporais em que me coloco em frente a mim mesmo e digo ao ouvido "Tu queres ver...". Para além desta experiência única e pouco recomendada a pessoas fracas de pâncreas e uretra, entram em cena duas vozes intra-craneais para me "aconselhar".
Voz do Sátan: "Faz-te um homem caralho! Pega nessa merda e passa com um sorriso nos dentes pelo segurança e diz-lhe boa noite e tudo! Toda a gente rouba neste País de mentecaptos e tu és um panhonhas se não aproveitares esta oportunidade! Isto é ouro man! Isto é melhor que teres duas playmates a quererem-te levar para casa e fazerem-te coisas fofinhas até nascer o sol daí a 3 dias....ok, talvez não, mas não deixa de ser muito bom!!!! Essa merda não tem alarme! A gaja tirou! A gaja quer que tu leves a consola man!!! A única coisa que te separa de não pagares 400€ é teres os colhões no sítio!"
Voz do paranóico: "Tu tem cuidado Zé Manel...com a tua experiência cinematográfica sabes bem que se eles consultarem as filmagens podem ver quem pegou numa consola para a comprar e seguir essa pessoa até à caixa, confirmando se a compra foi de facto efectuada ou não. Depois de confirmarem que, de facto, cometeste o acto pecaminoso de usurpar material, e com as mais recentes técnicas que te são apresentadas diariamente na tv, sejam em las vegas ou em miami, vão ver onde tocaste enquanto permaneceste na loja e conseguem um detalhe da tua impressão digital, bastando depois ir à base de dados dos "predadores sexuais à solta" para te descobrir... Já o Senhor dizia, lá do alto: "não roubarás" e "não faças ao outro o que não gostas que façam a ti". Nao te aproveites da ingenuidade e inexperiência da pequena que tirou o alarme sem pensar nas consequências imediatas. Sê um bom rapaz e paga pela tua compra..."
Depois de muitas e controladas introspecções e de muita batalha entre a voz de Sátan e de Paranóico, decidi optar pelo pagamento em 4x e usufruir sim do desconto de 10%.
E agora a melhor parte da história....
Não é que a merda do alarme ficou histérico quando tentei sair da Fnac? E porquê, pergunta o ingénuo mas atento leitor. Porque o pack que escolhi trazia um apêndice acoplado, um comando, não de jogar, mas um comando normal, para controlar a função de leitor de blue-ray. E, sendo vendido, habitualmente, em separado, necessitava de se submeter a uma desmagnetização do alarme... Seria engraçado seguir a voz do sátan, não? Provavelmente estaria neste momento a dividir uma cela com o Muqueque ou com o JairzinhoPega-Leve, cabo-verdeano e brasileiro, respectivamente, 1.90m e especial apetite por xixa fresca...
Por falar em paneleirices, à volta para a santa terrinha, vi-me obrigado a parar numa bomba de gasolina, para, além de abastecer, fazer o meu xixi, que já me vinha a incomodar fazia algum tempo. Toda a gente está familiarizada com as frases que se encontram nas portas dos cagatórios. Uma me intrigou mais que o habitual: "Queres um gay e duas gajas boas no algarve? 96xxxxxxx" e fiquei confuso a olhar para esta frase, não evitando até verter umas urinas para cima de um pobre rapazito com cerca de 10 anos que aguardava que o seu progenitor terminasse um cocó. Mas a frase...quem é que quer um gay e duas gajas boas? Chegámos a isto? Ou se quer um gay, ou se quer as duas gajas boas!!!! Imaginem perguntarem ao povo americano se queria um Bush, ou dois Obamas...
Agora que tenho a atenção do fiel leitor, passo para o verdadeiro motivo que me leva a escrever. Fiz hoje o cocó mais rápido de sempre. Sim, saiba o leitor que não passaram mais de 10, 12 segundos quiçá, desde o momento que os excrementos em questão decidiram migrar para o exterior das paredes enclausuradoras do cólon e cruzaram a meta, mergulhando vitoriosamente na celestial água cristalina rodeada de loiça que se encontra em meus aposentos higiénicos, seguido de uma breve mas eficaz passagem com papel, folha dupla com cheiro a rosas silvestres colhidas em flor por virgens baptizadas e com a primeira comunhão feita, pelo esfíncter anal. Aprazou-me este cocó. Isto tudo para informar que voltarei a actualizar aqui este espacinho, entranto.
Ora bem, depois de visitar a capital espanhola em Junho, na viagem por alguns sítios das Europas, achei que não era suficiente e vai daí dou por mim de volta a Madrid, desta vez com o objectivo de visitar o Parque da Warner. Resumidamente: Num Hostel em zona central, vejo-me a dividir quarto com 3 tugas do Porto (obviamente que tem de haver tugas num País estrangeiro a ficar no nosso quarto), um professor de matemática dos EUA que ali se encontrava temporariamente até arranjar um apartamento, um brasileiro viajante, dois namorados uruguaios...e aqui pausa...será que devo pensar o que se passava naquele quarto quando se apanhavam lá sozinhos? Será que me arrisco a disparar que respirei odores sexuais homossexuais, transpiração derivada de pila com rabo peludo? Não tenho nada contra a rabichice, mas essa merda não se pega assim??
Bem, continuando...um gajo quando vai a um parque de diversões gosta de mostrar às "gajas" que não tem receio daquelas montanhas russas todas cheias de loopings e que com jeitinho provocam um cocozinho na cueca antes da partida. É de homem, "relaxa, vou contigo e não custa nada", até é, vá lá, tranquilizante para as mais duvidosas do nivel de diversão associado à "viagem". O pior é quando o estômago decide pregar uma partida e me faz ficar às portas da morte na merda mais básica de todas...uma "atracção" chamada "casa assombrada" que consistia em, simplesmente, as pessoas sentarem-se em fila e depois ou andavam as pessoas à volta, ou a sala, ou os dois, cada um para seu lado. O nível de credibilidade e, mais importante, masculinidade cai por terra quando ouço a frase "queres uma águinha das pedras?"
Numa das noites, em plena exploração da noite madrilenha, damos por nós numa praça em que até os cães eram paneleiros, respirava-se um bocado homossexualidade ali, tanto que cheguei a olhar para os cães e dizer..."tão fofinhos"...depois dei 38 cabeçadas na parede e saí a correr como se o mundo estivesse para acabar, enquanto gritava "As cebolas nao fazem chorar se estiverem por baixo de um fio de água!!!" Como se pode facilmente deduzir, foram umas mini-férias ligeiramente revestidas de paneleirice...confesso que não me agradou por aí além. O que safou foi o grupo ser composto por 2 rapazes e 5 raparigas, e na última noite arranjámos e pintámos as unhas umas às outras e foi super giro!!...oh la........
Para finalizar, a viagem de regresso. Sozinho para a terrinha porque se trabalhava cedo no dia seguinte (8:00). Como era já perto das 5:00 da manhã quando tudo decidiu recolher aos aposentos, e como eu não confio no eu-a-dormir, decidi ficar acordado. Ou seja, queria mesmo dormir as perto de 6 horas de autocarro..não consegui, obviamente, quem já viajou num banco individual sabe o que estou a dizer. Não há maneira para estar naquela merda, é o banco da frente nos joelhos, é o passageiro de trás que tosse e espirra como da pior doença infecto-contagiosa se tratasse, é a merda do ar condicionado que deixa de funcionar por períodos longos..enfim, uma panóplia de situações que impedem o revitalizar do corpo e da mente. Mas, mesmo com tudo isto, consegui adormecer! Já ia nas duas horas no mundo dos sonhos quando o filho de um porta aviões cheio de putas sidosas me acorda a dizer que é uma paragem de 10 minutos e toda a gente tem de sair do autocarro...foi a pior coisa que este imbecil do asfalto poderia ter feito. Para além de sonolento, fiquei mal-disposto (estômago outra vez a actuar em bom) e com vontade de lhe regar os filhos com gasolina e levar um petiz da cerci para brincar com uma caixa de fósforos...a viagem lá reiniciou e qual não é o meu espanto quando, depois de mais umas centenas de km, e apenas a 120km do destino, recebo nova informação de uma paragem de 40 minutos para almoçar...mas andamos a brincar com isto tudo ou que???40 min são os 120km!!! Fiquei mais angustiado que um pedófilo quando descobre que afinal "ele" já tem 8... Lá fui almoçar, obviamente contrariado, e aqui se deu a morte do artista. O espanhol começa a desbocar os pratos (era um menu composto por dois pratos e sobremesa) que poderia escolher e eu zero...como não quis passar por parvo disse que trouxesse isso mesmo...ora bem, sou então presenteado com uma salada russa, tudo bem, comeu-se. Depois, para 2º prato, um bife panado cheio de um qualquer tipo de óleo, bastante mau. Conclusão: a restante viagem fez-se de olhos fechados, debaixo do ar condicionado, a respirar muitooo devagarinhoooo. Quando finalmente cheguei nem pedi a ninguém para me ir buscar para não ter de fazer outra viagem. Entro em casa e uma certeza começou-se a apoderar de mim como as moscas de uma bosta fresquinha, os senhores dedos queriam visitar a senhora boca para chamar o senhor vómito... Portanto, paneleiros, viagem de regresso de merda e vómito derivado do óleo do panado de carne de um bicho por identificar...é isto que fica das mini-férias...bom, não?
PS: este meu pequeno espaço faz hoje 4 anos de existência. Até parece mentira, ainda ontem era tão piqueno e agora tesá tão grande. Aos que têm acompanhado este espaço de diarreias mentais, arranjem qualquer coisa para fazer na vida, por favor.
E cá está, o derradeiro momento desta pequena rubrica que tanto furor fez por esse Portugal afora. Um momento de silêncio, uma suave brisa no ar e a magia acontece:
Apenas e só para colocar à disposição do comum dos mortais alguns modos de estar e viver a vida que partilho com o meu grupo mais próximo de amigos, fazendo de nós pessoas claramente superiores às restantes. Tratando-se apenas de algumas frases, abro então neste meu espaço cibernético a rubrica "Pensamento da semana", que se resumirá a 3 ideologias de vida distribuídas diariamente de 3 em 3 dias, com intervalos alternados. Aqui fica então a primeira:
Então por favor, pesquisa no google a localização do edifício mais alto da tua zona e dirige-te de elevador até ao andar superior. Procura uma varanda e enquanto abraças a atmosfera e o solo se aproxima vertiginosamente pensa só: "Foda-se, que anormal que sou.." Mas que merda é esta do Zlango? O anúncio televisivo sempre me fez um pouco de confusão mental, porque motivo apresentam duas pessoas a soltar ícones da cavidade oral, e tudo se passa em Rewind? Qual é o objectivo disto? Terá alguma lógica? Será que até os génios criativos por trás deste anúncio pensaram: "esta merda é mesmo um retrocesso na comunicação, vamos pôr o vídeo em rewind.." Já o acto de ter conversações por ícones é suficientemente retardado, mas transmitirem o anúncio em rewind? Não há piada aqui, é mesmo idiota este anúncio! Aqui fica:
Pessoalmente, quando estou no messenger e um dos meus amigos/as virtuais entra em conversação comigo em que todas as palavras possuem um ícone dedicado (que, no fundo, é isto que é o zlango, apenas passa a ser também por sms no telemóvel), a minha mente foge para um local onde lhes estou a puxar fogo à casa enquanto eles estão lá dentro, com a família, cães, gatos e periquitos de estimação atados a uma cadeira de madeira..depois retorno à realidade e fecho a janela de conversação, bloqueio a pessoa e inscrevo-a em todas as mailing lists possíveis e impossíveis que me ocorrerem. Sim, até a newsletter do Castelo Branco...
Já agora, falas zlango? E português? Sabes algum? oUh ÈxH dAqkElEx K jÁh XóH ConXeGe ExCrEvERe AxxImH? Não consigo perceber estas empresas de merda que só lançam programas que fazem com que as crianças (e não só, já vi casos de 20 e muitos anos que me fazem doer o espírito) se estejam a cagar para o Português correcto. Quem é que vai ter colhões de fazer um programa que não permita o envio de mensagens mal escritas e mal construídas e automaticamente envia os dados para uma base interligada ao sistema escolar, nomeadamente à disciplina de Português? E quem nunca andou na escola também não merece ter um telemóvel, se não andou na escola é porque a) é do campo e trabalha na horta, sem necessidade para telemovel; b) não teve condições económicas para ir à escola, logo, não deverá ter para pagar um telemóvel e finalmente c) desistiu da escola.
Se já tiver terminado o tempo de escolaridade e mesmo assim não souber escrever correctamente, é procurar um prédio alto...
Como é que pode haver pessoas que conduzem como conduzem? Não entendo o raciocínio de um individuo que decide fazer marcha atrás numa rotunda...pelo amor a Zeus, numa rotunda? A própria definição de rotunda (do Lat. rotunda, redondas. f., construção circular e terminada em cúpula redonda; praça de forma circular ou semicircular) deveria ser suficiente para ajudar este mentecapto a resolver a situação de falhar a saída pretendida. É esta gente que me apetece telefonar às progenitoras e insultá-las por não terem considerado o aborto, enquanto lhes puxo fogo ao animal de estimação, normalmente um gato com coleira vermelha.. Outro episódio, e aproveito para explicar que pouco tenho andado de automóvel, decidi aderir à bicicleta e vou para qualquer lado na mesma. Para ir às compras ao supermercado e tudo o que implique algum transporte de peso e/ou viagens longas, utilizo o automóvel. Posto isto, hoje vi-me forçado a ir ao supermercado, uma vez esgotado o stock domiciliário de vaselina purificada e guardanapos de dupla folha. No regresso, fui orbigado a travar com alguma urgência, uma vez que uma velha (idosa? Não vemos uma casa velha e chamamos uma casa idosa, a comprar um carro não perguntamos se é idoso) decidiu atirar-se para o meio da estrada, na passadeira. Tudo bem que está na passadeira, mas arremessar-se para o meio da estrada? Qual será o raciocínio destas peles em constante luta com a gravidade? " 'Sa foda, já estou acima dos 70, ainda abocado fiz marcha atrás numa rotunda e ainda aqui estou"
Não sei se é só de mim, mas cada vez tenho menos paciência para esta mania de, a partir dos 70 anos, toda a gente se transformar em Bocage e escrever versos e rimas sem fim à vista...e ver a reacção falsa das pessoas "ohhh, sim senhor, um autêntico poeta que aqui está" também me provoca algum desconforto abdominal. É dizer a verdade e acabar com esta merda! "Versos sobre os passarinhos e a chuva com esta idade? Vamos lá esperar pela doce, doce morte sossegados faz favor!"
Tive oportunidade de ir à ante estreia do desejado regresso de Mulder e Scully ao grande ecrã (e, a partir daqui, quem sabe ao pequeno?) e aproveito para deixar a minha opinião para aqueles que me acompanham... Podem-me perguntar, "é um episódio grande?" é. E que bem que soube voltar a ver duas personagens que me acompanharam ao longo de 9 anos nas mais diversas aventuras, que me fizeram duvidar do escuro, que me fizeram questionar a existência de vida para além do nosso planeta, que me "elucidaram" sobre os meandros do governo americano e suas sub-estruturas, que, no fundo, me introduziram no mundo do paranormal...a mim e a milhões de crianças e adultos. Não pretendendo spoilar o filme, Mulder e Scully vivem finalmente uma relação amorosa e não houve filme gasto a explicar como se juntaram e como foi o primeiro beijo, etc etc, era algo que toda a gente que acompanhava a série esperava e que, na minha opinião, fizeram muito bem. Desenganem-se aqueles que vão à espera de ET's e de conspiração do governo (Trust no one), temos sim um filme de acção em que a principal premissa centra-se no desaparecimento de elementos do sexo feminino, desaparecimentos esses englobados num esquema de tráfico de orgãos humanos para mais tarde efectuar experiências com implante desses mesmos orgãos...a perceber-se melhor aquando a visualização do filme. A parte "paranormal" do filme prende-se com a existência de um padre (banido por tratar bem de mais os meninos da catequese) que é atormentado por visões das raparigas desaparecidas e que, através das mesmas, conduz os elementos do FBI a corpos vitimados por algo que não se sabe bem o quê. Vamos às estrelas da companhia: Dana Scully é agora médica a tempo inteiro numa espécie de Misericórdia lá da zona e vê-se confrontada com decisões e dilemas morais acerca de um tratamento inovador para com uma criança, enquanto é pressionada pelos seus superiores (padres, pois claro) para deixar a criança morrer em paz (tão fofinhos). Fox Mulder é um eremita, escorraçado da sociedade e procurado pelo FBI, isola-se numa casa de campo onde aparentemente vive com Scully. O seu passar de tempo inclui recortar notícias de jornais e colocá-los na parece com um piónes e espetar lápis no tecto (teto??hahaha) Ambos são contactados pelo FBI para ajudar a resolver o tal caso do padre com visões e das mulheres desaparecidas, com a condição de Mulder ver os seus antigos "pecados" perdoados. O filme está bem conseguído, apesar de algumas falhas no guião, deixa os fãs satisfeitos e os que só agora estão a ter contacto com as personagens curiosos em querer saber mais. A relação entre Mulder e Scully está bem explorada e finalmente vê-se materializado o tal clima de romance que pairou no ar durante largos anos, atingindo aqui um expoente tal que as escolhas pessoais relativamente à carreira irão influenciar directamente a relação. Relativamente às restantes personagens, destaque para Billy Connolly, que construiu um padre sombrio, psicótico e doente (meninos da catequese foram 35 que lhe passaram pelas mãos...e por outros lados da sua fisionomia). XZibit está mas podia não estar e Amanda Peet também não aquece nem arrefece. Referência ainda para alguns diálogos de qualidade entre Mulder e Scully e entre Scully e o padre. Não é mentira nenhuma quando digo que há episódios bem melhores que este filme de quase duas horas, e que há mais de CSI aqui do que os X-Files que cresci a ver, mas o que é certo é que, passados 10 anos do primeiro filme, este só veio deixar água na boca para voltar a ver Mulder e Scully a re-abrir os ficheiros secretos. Venha o paranormal, venham conspirações, venham os "little green men"...cá os esperamos. 7/10
Ora bem, antes que passe mais tempo e me esqueça de mais pormenores fofinhos e extremamente interessantes, aqui fica uma breve descrição da viagem realizada em Junho englobando 5 cidades em 3 Países diferentes...
Primeiro, alguém que me explique a necessidade de afirmação subjacente ao acto de colocar bandeiras de Portugal em tudo o que é varanda e estendal? Que merda de orgulho emigrante é este? Se estivessem satisfeitos com o País de origem não o tinham abandonado para ir procurar oportunidades noutro! Fracos do caralho! Mantenham-se fieis aos vossos ideais! Se saíram daqui (e bem!!!) não venham chorar que têm muitas saudades do "nosso" Portugal...
Segundo, sabemos que estamos a 2036 km de casa quando vemos em letras garrafais que Tony Carreira actuará no Pavilhão multi-eventos de Bruxelas...
Um dilema pessoal que me assolou durante a viagem, que agora partilho. O cenário? um automóvel em plena rodagem numa qualquer auto-estrada perto de Bruxelas. O elenco? Para além de mim, duas amigas e a tia de uma delas, condutora de serviço, por sinal. O enredo? Em viagem, reparo na tabuleta da saída que pretendemos e na consequente não diminuição da velocidade à medida que nos aproximamos da mesma. Uma pessoa normal alertaria para este facto e tudo se resolveria...eu? Num carro cheio de mulheres mandar palpites? Arriscar-me a horas e horas de "eu estava a ver", "estava tudo controlado", "os homens são sempre a mesma coisa"? Não, tomei a decisão correcta, calei e lá fomos dar a outro lado qualquer...
Facto interessante, as Turcas vestem-se para um parque de diversões como se de um baile de gala se tratasse. É vê-las de salto alto, com os seus vestidos da loja dos 300 com decote até mostrar os pêlos do umbigo e cheios de lantejoulas, pavoneando os seus penteados, no mínimo, vomitáveis...
Em amesterdão, famosa cidade do pecado, fizemos um pequeno filme pelas ruas do red light district. Por azar, a camerawoman em questão apanhou de relance uma das "montras" onde as meninas mostram o material para venda. O que saiu de lá foi um monstro, gritando em bom som algo como "Te mato, perra!"...E, à noite, mesmo antes de me tocar, parei e reflecti no porquê deste pânico relativamente ao ser apanhada em filme...será que tem medo de ser reconhecida na próxima reunião de pais lá na escola dos filhos? Ou será que aquela entrevista de emprego para assistente de bordo vai ser influenciada? Mas as putas estão malucas ou quê? Se não querem ser reconhecidas não seria melhor começarem pelas roupas de Latex, as mini-sais, as plumas rosas e as botas de cano alto? Só depois poderão preocupar-se com as filmagens... Outra coisa que me fez alguma impressão, ainda neste mundo do entretenimento sexual, falaram-me que "é seguríssimo ir às putas, afinal de contas têm as análises em dia"...QUÊ?? Análises em dia? Mas estamos a partir sempre do princípio que por cada dia só aviam um cliente? E o que fica latente e só se manifesta uns poucos de meses depois? Confiar numa puta só porque têm análises em dia é como pensar que o governo A tem melhores ideias que o governo B, quando no fundo nos vão foder à mesma, e ainda por cima ficamos doentes... Nem com análises no minuto...
As férias na Holanda são, para muita gente, um oásis...mas, há gente que talvez não tenha bem presente o conceito de férias. Férias, na minha modesta e ignorante opinião, não é passar o dia e noite no salão do hostel a queimar neurónios. E quando digo dia e noite é mesmo dia e noite. Chegámos a sair de manhã e estava pessoal sentado, já todo queimado, voltávamos à tarde e ainda lá estavam e quando chegávamos da noite...exacto, no mesmo sofá, na mesma posição, com o mesmo brilho vidrado nos olhos...para quê ir tão longe? Fiquem pela garagem habitual do vizinho que arranja cena fixe que faz rir.
Ficar em Hostels é engraçado. No meu caso, foi para lá de divertido dormir num "tipo" beliche em que a segurança que me transmite é tal que existe 28% de preocupação em esmagar o Australiano que dorme por baixo de mim...os restantes 72%? Uma pessoa tem de dormir...
Bem, para todos os efeitos, passámos por Madrid, Bruxelas, Antuérpia, Brugges e Amesterdão. 15 dias de férias e zero de praia...